A cidade do Porto acolheu, no passado fim-de-semana, o Campeonato Nacional de Clubes de squash, um dos pontos altos da época desportiva 2025/2026 no que ao calendário da Federação Nacional de Squash diz respeito. No quadro masculino 32 equipas em representação de 15 clubes lutaram pelo título, enquanto que no quadro feminino estiveram representados 5 clubes, com mais de uma centena e meia de atletas em ação durante dois dias que coroaram o domínio absoluto da Associação Desportiva Galomar com a conquista dos dois títulos em disputa. Na vertente masculina este foi o quarto título nacional consecutivo conquistado pelos madeirenses, enquanto que no feminino foi o bicampeonato, depois do sucesso em 2024 e o terceiro no historial do clube.
Não foi fácil, a oposição esteve mais forte que nunca, mas a Associação Desportiva Galomar voltou a dominar o Campeonato Nacional de Clubes de Squash, após conquistar os dois títulos em disputa, em masculinos e femininos. O clube Proracket, na cidade do Porto, foi o palco para dois dias intensos de squash, que juntou alguns dos melhores jogadores nacionais e outros internacionais, com nacionalidades tão diversas como brasileiros, equatorianos, espanhóis e argentinos. No total, estiveram em ação mais de 150 jogadores que proporcionaram jogos de grande nível e que mantiveram os espetadores presos aos courts e às televisões, uma vez que o Campeonato Nacional teve honras de transmissões televisivas na Bola TV.
Após ultrapassar o Raketeam 1, o Lisboa Racket Center 2, Proracket 1 e, nas meias-finais, a equipa Forlife 1, a AD Galomar reservou um lugar na final diante do Lisboa Racket Center 1, o duelo que todos os presentes queriam ver e que prometia muito espetáculo. A final começou com a partida entre dois dos mais fortes jogadores nacionais da atualidade, o madeirense Diego Pita (AD Galomar) e Bruno Gomes (LRC), dois jogadores com experiência em torneios da Professional Squash Association (PSA) e que brindaram o público com um squash de elevado nível e pontos de grande espetacularidade. Foram necessários praticamente 60 minutos para emergir um vencedor, no caso Bruno Gomes, que conseguiu garantir uma pequena diferença nos momentos decisivos e garantir a primeira partida da final para o seu clube, após um 3-2 muito renhido com 12-10 no quinto e decisivo jogo. Com a derrota no primeiro jogo a AD Galomar ficava sem espaço de manobra e obrigada a vencer as duas seguintes partidas se quisesse manter o título conquistado nos últimos 3 anos. O espanhol Pascal Gomez (AD Galomar) entrou em court para enfrentar o número 1 do ranking nacional, Rui Cruz (LRC) consciente desse facto e não deu qualquer hipótese ao jogador lisboeta, vencendo pela margem máxima (3-0) e demonstrando uma superioridade intocável. Com a final empatada a 1-1, ficava na raquete de Aron Astray a decisão do título. A verdade é que o jogador da AD Galomar mostrou estar alguns níveis acima do jovem Gustavo Cruz (LRC) e garantiu o “tetra” para os madeirenses após vencer por 3-0, num encontro onde o vencedor nunca esteve em questão, apesar da excelente réplica do jovem Gustavo Cruz. Com esta conquista a AD Galomar garantiu igualmente a presença na próxima edição do Campeonato da Europa de Clubes. Destaque igualmente para o excelente 10.º lugar final da equipa 2 da AD Galomar, formada por Ricardo Sardinha, Bruno Silva, Ricardo Sá e Lino Bento.
Nos femininos, a AD Galomar apresentava-se no Porto para defender o título conquistado na época passada e voltou a ter pela frente a forte oposição do Proracket 1, adversário que já havia enfrentado na final da edição passada e que este ano apresentava uma equipa ainda mais forte. A primeira partida da final colocou frente a frente Inês Gomez (AD Galomar) e Sofia Oliveira (Proracket). Foi um encontro de sentido único, com a jogadora espanhola da AD Galomar a vencer sem dificuldade e em apenas 20 minutos por 3-0. Com o score 1-0 favorável às madeirenses, a argentina Pilar Etchechoury (AD Galomar) entrou em court sabendo que caso conseguisse vencer a questão do título ficava arrumada. No entanto, do outro lado do court estava Catarina Nunes (Proracket), pluricampeã nacional e uma jogadora que possui um ranking PSA superior à argentina. Foi o melhor encontro de toda a competição (masculinos incluídos). Depois de perder os dois primeiros jogos, Pilar Etchechoury elevou ainda mais o nível do seu jogo no terceiro parcial e com um squash muito intenso e físico começou a criar grandes problemas a Catarina Nunes, que pela primeira vez demonstrava dificuldades em acompanhar o ritmo mais alto imposto pela sua adversária. A jogadora da AD Galomar conseguiu garantir o triunfo no terceiro e quarto jogo e adiou a decisão para a “negra”. O quinto jogo foi memorável, pela entrega e pela qualidade evidenciada por ambas as jogadoras, com Pilar Etchechoury a manter-se fiel ao seu plano e a conseguir desgastar Catarina Nunes, acabando por vencer e garantir o título nacional para as madeirenses. A equipa formada por Pilar Etchechoury, Inês Gomez, e as jovens madeirenses Laura Catanho e Lara Melim conquistaram o bicampeonato e carimbaram o passaporte para a próxima edição do Campeonato da Europa de Clubes.

